Página Inicial                                         Natureza                                         Parte 1                

Para  aumentar  e  melhor  visualização,  clique  nas  fotos.  Para  voltar  ao  texto  clique  na  seta "voltar"  da 

barra  de  Ferramentas  do  seu  navegador.

               =====================================================================================================================    

 

             

Vejamos  a  seguir  algumas  variedades  da  Cattleya  labiata  autumnalis Lindley:

Cattleya labiata Lindley  var. Tipum – refere-se  à  planta  descrita  originalmente  por  Lindley. Representa  a planta referência, o paradigma. 

angerer93.jpg (22911 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Alba – flores completamente  albas, com a garganta ( fauce ) apresentando  diferentes tonalidades de amarelo  e veios dourados  descendo pelo labelo. Podem  ser  encontradas  flores  com o labelo esverdeado ou ainda aquelas completamente brancas.  Alba significa branca, sem pigmento.    foto 2

 

C l amesiana (w.biwa.ne.jp).gif (41978 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Amesiana – as flores são esbranquiçadas e as pétalas e sépalas são de um róseo muito claro, algumas são quase como  uma  alba. Apresentando nuances róseo-clara ou um pouco mais escuro no labelo e a fauce amarelada com veios dourados. Algumas flores apresentam o colorido quase que imperceptível.     foto 3

 

ClAmoena.jpg (12258 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Amoena – as flores têm pétalas e sépalas de um branco puro. O labelo sendo igualmente puro, com manchas uniformes, finos traços ou veios róseos tendo a fauce um suave tom amarelado.  Todas as tonalidades nessa flor são suaves (amoena) ou suavíssimas, como preferem alguns.   foto 4

 

C L amethystina pt.jpg (13435 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Amethystina – as  flores  exibem  um  róseo imperceptível, quase branco, com o labelo róseo com uma mancha de cor ametista e a fauce amarelada com veios dourados.      foto 5

 

CL atropurpurea pt.jpg (18901 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Atropurpurea – as flores são róseas com o labelo na cor purpúrea, algumas vezes contornado por uma margem rósea. A fauce apresenta uma tonalidade purpúrea mais intensa ou escura com veios áureos. As sépalas e pétalas podem ter nas extremidades, manchas purpúreas.   Atro  significa  escuro.    foto 6

 

C L coerulea pt.jpg (11274 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Caerulea – as flores apresentam a cor branca, variando até um suave lilás ou azul, com o labelo na cor roxo-violeta ou azulado. A fauce pode ser também roxo-violeta ou  levemente amarelada com veios dourados.  Essa  variedade, juntamente com a  famosa Laelia Werkhauserii, é muito usada na hibridação de plantas para se obter flores cada vez mais azuladas.  Caeruleo  quer  dizer  celeste.     foto  7

 

CL caeruleslens pt.jpg (11958 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Caerulescens – variedade muito semelhante à caerulea, exceto pela mancha lilás-azulada no labelo, menos intensa que a roxo-violeta nas caeruleas.   Caerulescens  significa  da  cor  celeste (azulada)   foto  8

 

CL concolor ( Carolina ).jpg (16638 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Concolor – apresenta a cor rosea suave, variando até o rosa intenso, uniformemente distribuída em toda a flor, com o labelo esbranquiçado e a fauce deste levemente amarelada  que pode apresentar manchas purpúreas e veios dourados.  Concolor  significa " de  mesma  cor".        foto  9

 

CL purp-lineata ( L.C. Menezes ).jpg (15659 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Purpureo-lineata – flores com tonalidade rosea uniforme com o labelo esbranquiçado, tendo em sua parte central um traço purpúreo longitudinal. A fauce normalmente amarelada, com finos traços purpúreos e veios dourados.        foto  10

C L purpureo-striata pt.jpg (16318 bytes)

 

Cattleya labiata Lindley  var. Purpureo-striata – semelhante a variedade descrita acima, exceto por apresentar na parte central do labelo vários traços purpúreos longitudinais.       foto  11

 

CL rosada pt.jpg (19306 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Rosada – flores apresentam pétalas e sépalas esbranquiçadas com nuances de róseo de intensidade variável. O labelo róseo ostenta uma mancha purpúrea geralmente arredondada.  A fauce  tem cor purpúrea mais escura com veios dourados.     foto  12

 

CLRubra.jpg (16991 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Rubra – flores de um colorido avermelhado ou rosa intenso, labelo, pétalas e sépalas da cor purpúrea.  Pétalas e sépalas com manchas purpúreas na extremidade e  em  alguns  casos  o  labelo  atro (todo escuro).   foto  13

 

CL S-A pt.jpg (11572 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Semi-alba – flores de pétalas, sépalas e labelo brancos, sendo este com a superfície frontal purpúrea claro ou escuro, tendo estrias douradas. A fauce também apresenta-se na cor purpúrea e veios dourados.      foto  14

 

CL venosa pt.jpg (14177 bytes)

Cattleya labiata Lindley  var. Venosa – flores com predominância de colorido róseo, labelo esbranquiçado tendo  veios purpúreos originados de uma mancha de mesma cor. A fauce normalmente amarelada, com estrias longitudinais douradas.   foto  15

 

CL labelloide. pt.jpg (18053 bytes)

Cattleya labiata Lindley  forma  Labelloide – flores  exibem alterações em sua  estrutura a sépala superior  (dorsal) apresenta-se bem maior do que o normal e as sépalas inferiores, ou laterais, apresentam  estrias, veios e coloridos geralmente encontrados no labelo. Em  algumas ocorrências, a sépala superior é enlarguecida de tal forma que mais parece uma pétala. Em outros casos, as sépalas inferiores estão unidas e enlarguecidas à semelhança de um labelo.    foto 16

 

CL pelórica pt.jpg (19416 bytes)

Cattleya labiata Lindley  forma Trilabelliae – essas flores apresentam alterações profundas em suas peças florais, de forma que as pétalas mais parecem labelos, no colorido e forma,  daí  o  nome  trilabeloides. Conhecidas em Botânica pela denominação pelóricas,  são  de  grande  beleza,  tamanho,  sendo  muito  procuradas  pelos colecionadores.          foto  17

Por  sua  beleza e variedade de formas e cores, a Cattleya labiata tornou-se, nos círculos leigos, sinônimo de orquídea. Muito utilizadas na formação de híbridos artificiais, representam  componente quase que obrigatório nos cruzamentos de plantas, na busca da flor perfeita. Embora  não  muito  apreciada pelos "puristas" a ciência  ( ou arte ) da hibridização de orquídeas  é  um  desafio  que  necessita  de  muito conhecimento de Botânica, Genética, Orquidologia,  Orquidofilia  e,  acima  de  tudo,  muita  paciência.  Entre  os  cultivadores, que apreciam híbridos,  um  novo  cruzamento  com  um  Phalaenopsis, Vanda  ou  outro  gênero,  é  sempre  o maior  suceeso  e  pode  alcançar  preços  altíssimos,  devido  à  procura;  cinco  anos  depois,  a  procura diminui,  os  preços  caem,  ninguém  lembra  mais  deles,  saem  de  moda.  Com  híbridos  de  Cattleyas, entretanto, a  procura  permanece  mesmo  depois  de  vários  anos.

Na  hibridização  de orquídeas  envolvendo  gêneros  afins,  utiliza-se  denominações  próprias  como Laeliocattleya ( Lc. = cruzamento de uma Laelia e uma Cattleya ), Brassocattleya ( Bc.= Brassavola e Cattleya ), Sophrocattleya ( Sc.= Sophronitis e Cattleya),  Brassolaeliocattleya ( Blc.= Brassavola, Laelia e Cattleya ) ou  ainda  Potinara ( Brassavola, Sophronitis, Laelia e Cattleya)  que  foi  adotado  como  forma  de se  evitar  um  nome  por  demais  longo  e  não  prático  do  tipo  "Brassosophrolaeliocattleya".  

 

LC. jose dias castro (magnífica) (C, lab x Sam Soya).jpg (17752 bytes)  

Lc. José Dias Castro ( Magnífica) que é um cruzamento de  uma  Cattleya labiata escura com  a  Lc.  Sam W. Soysa.  Este  híbrido  foi  obtido  pela Florália  e  na  opinião  de  seu hibridizador , o famoso e saudoso Rolf  Altenburg, é a obra-prima da empresa.     foto  18

 

Blc. Sonia Altemburg.jpg (40591 bytes) 

 

Lc.  Sonia Altenburg  que  é  um  dos  mais  famosos  híbridos  produzido  pela  Florália, foi  obtido  a  partir  de  outro  híbrido  famoso,  a  Cattleya  Enid  Butterfly,  uma  alba pura.   efoto  19

 

 

 

Potinara Susan Fender cinnamonstick.jpg (9350 bytes) 

Potinara  Susan Fender " cinnamonstick"  que  é  um  cruzamento da  Potinara Caesar's  head com  a  Laeliocattleya  Mary  Helen  Carter.  Esse  híbrido  foi  obtido pela  Fender's Flora Inc.,  no  final  dos  anos  80  e  primariamente  envolve  os  quatro gêneros Cattleya,  Laelia,  Sophronitis  e  Brassavola,  sendo  por  isso  denominada Potinara.       foto  20 

 

 

BLC Pastoral innocense.jpg (28780 bytes) 

 

Bc.  Pastoral  "Innocense",  outro  superbo  híbrido  da  Florária  registrado  em  1961,  envolve primariamente  a  Cattleya  labiata  alba  e  Brassavola  digbyana,  em  uma  série  de  cruzamentos  que  teve  início  em  1894 e que culminou  com  a   obtenção  da  planta  pai ( Cattleya Déesse em 1947).  Em  outra  série  de  cruzamentos  iniciados  em  1906,  obteve-se  a  Cattleya  Mademoiselle  Louise  Pauwels  ( 1931 )  que  seria  a  planta  mãe  daquela  que  se  tornaria  uma  lenda  entre  os  orquidófilos.    foto  21

 

 

 

Enquanto  as  espécies  botânicas  apresentam  sua  beleza  selvagem,  no  estado  puro  em  que  o  Criador as fez,  os  híbridos  naturais  demonstram  o  feliz  acidente  da  polinização  efetuada  pela  natureza,  nas idas e vindas  dos  insetos  e  pássaros  polinizadores  ou  na  loteria  das  correntes  de  ar.  Os  híbridos artificiais, entretanto,  são  fruto  da  persistência  e,  podemos  dizer,  arrogância  do  homem,  em  sua tentativa  de "melhorar"  a  NATUREZA,  brincando  ele  mesmo  de  criador  ou  inseto.  Muitos híbridos são realmente belos.  Pois  como  me  ensinou  o  saudoso  Sr.  Camilo  Brito  ( orquidófilo  recifense  e  um  dos  fundadores  da ASSOPE )  são  nos   híbridos  que  as  orquídeas  demonstram  o  melhor  de  si.  As  Cattleyas  labiatas  não decepcionam  em  nos  mostrar  o  melhor  que  têm  em  beleza,  forma,  cores, perfume  e  gentil  delicadeza.

 

 

Recife,

Dezembro de 2004

 

J.R. Araújo

e-mail - zecaro108@yahoo.com.br

_________________________________

Créditos:

Fotos 1, 2 -  fotos  e  plantas  do  orquidófilo  Ângelo Lo Ré  do  Orquidário  Lo Ré  em  Serra Negra, SP.

Fotos 19, 21 -  fotos  e  plantas  do  orquidófilo Vinícios Brito  do Orquidário Orvin,  em  Penedo, Alagoas.  

Foto  20 - foto e planta de  Bill  Fender  da  Fender's  Flora  Inc. - Florida, USA

Todas  as  outras  Fotos   foram  obtidas  por  L. C. Menezes,  publicadas  em  seu  livro Cattleya labiata autumnalis. 

Bibliografia:

Lou. C. Menezes, Cattleya labiata autumnalis - Edições IBAMA, Brasília, 2002.

Augusto Ruschi, Orquídeas do Estado do Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1986.

Anne Orphelia T. Dowden, Look  at  a  Flower - Thomas Y. Crowell Company, New York, 1963.

Ricardo Cruz,  informações  sobre  a  hereditariedade  da  Bc. Patoral "inocense" que  foram  repassadas  na  lista  de  Orquideas do Yahoo Grupos -  Macaé / RJ,  10/ 04/ 2002

 

                                     t o p o

 

_____________________________________________________

   © Copyright 2005/2010 - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução do 

                      texto aqui  contido sem a prévia autorização do autor.         

 

Comente esse artigo - envie e-mail