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Vejamos a seguir algumas variedades da Cattleya labiata autumnalis Lindley: Cattleya
labiata Lindley var. Tipum
– refere-se à planta descrita
originalmente por Lindley.
Representa a planta referência, o
paradigma. Cattleya labiata Lindley var. Alba – flores completamente albas, com a garganta ( fauce ) apresentando diferentes tonalidades de amarelo e veios dourados descendo pelo labelo. Podem ser encontradas flores com o labelo esverdeado ou ainda aquelas completamente brancas. Alba significa branca, sem pigmento. foto 2
Cattleya labiata Lindley var. Amesiana – as flores são esbranquiçadas e as pétalas e sépalas são de um róseo muito claro, algumas são quase como uma alba. Apresentando nuances róseo-clara ou um pouco mais escuro no labelo e a fauce amarelada com veios dourados. Algumas flores apresentam o colorido quase que imperceptível. foto 3
Cattleya labiata Lindley var. Amoena – as flores têm pétalas e sépalas de um branco puro. O labelo sendo igualmente puro, com manchas uniformes, finos traços ou veios róseos tendo a fauce um suave tom amarelado. Todas as tonalidades nessa flor são suaves (amoena) ou suavíssimas, como preferem alguns. foto 4
Cattleya labiata Lindley var. Amethystina – as flores exibem um róseo imperceptível, quase branco, com o labelo róseo com uma mancha de cor ametista e a fauce amarelada com veios dourados. foto 5
Cattleya labiata Lindley var. Atropurpurea – as flores são róseas com o labelo na cor purpúrea, algumas vezes contornado por uma margem rósea. A fauce apresenta uma tonalidade purpúrea mais intensa ou escura com veios áureos. As sépalas e pétalas podem ter nas extremidades, manchas purpúreas. Atro significa escuro. foto 6
Cattleya labiata Lindley var. Caerulea – as flores apresentam a cor branca, variando até um suave lilás ou azul, com o labelo na cor roxo-violeta ou azulado. A fauce pode ser também roxo-violeta ou levemente amarelada com veios dourados. Essa variedade, juntamente com a famosa Laelia Werkhauserii, é muito usada na hibridação de plantas para se obter flores cada vez mais azuladas. Caeruleo quer dizer celeste. foto 7
Cattleya labiata Lindley var. Caerulescens – variedade muito semelhante à caerulea, exceto pela mancha lilás-azulada no labelo, menos intensa que a roxo-violeta nas caeruleas. Caerulescens significa da cor celeste (azulada) foto 8
Cattleya labiata Lindley var. Concolor – apresenta a cor rosea suave, variando até o rosa intenso, uniformemente distribuída em toda a flor, com o labelo esbranquiçado e a fauce deste levemente amarelada que pode apresentar manchas purpúreas e veios dourados. Concolor significa " de mesma cor". foto 9
Cattleya labiata Lindley var. Purpureo-lineata – flores com tonalidade rosea uniforme com o labelo esbranquiçado, tendo em sua parte central um traço purpúreo longitudinal. A fauce normalmente amarelada, com finos traços purpúreos e veios dourados. foto 10
Cattleya labiata Lindley var. Purpureo-striata – semelhante a variedade descrita acima, exceto por apresentar na parte central do labelo vários traços purpúreos longitudinais. foto 11
Cattleya labiata Lindley var. Rosada – flores apresentam pétalas e sépalas esbranquiçadas com nuances de róseo de intensidade variável. O labelo róseo ostenta uma mancha purpúrea geralmente arredondada. A fauce tem cor purpúrea mais escura com veios dourados. foto 12
Cattleya labiata Lindley var. Rubra – flores de um colorido avermelhado ou rosa intenso, labelo, pétalas e sépalas da cor purpúrea. Pétalas e sépalas com manchas purpúreas na extremidade e em alguns casos o labelo atro (todo escuro). foto 13
Cattleya labiata Lindley var. Semi-alba – flores de pétalas, sépalas e labelo brancos, sendo este com a superfície frontal purpúrea claro ou escuro, tendo estrias douradas. A fauce também apresenta-se na cor purpúrea e veios dourados. foto 14
Cattleya labiata Lindley var. Venosa – flores com predominância de colorido róseo, labelo esbranquiçado tendo veios purpúreos originados de uma mancha de mesma cor. A fauce normalmente amarelada, com estrias longitudinais douradas. foto 15
Cattleya labiata Lindley forma Labelloide – flores exibem alterações em sua estrutura a sépala superior (dorsal) apresenta-se bem maior do que o normal e as sépalas inferiores, ou laterais, apresentam estrias, veios e coloridos geralmente encontrados no labelo. Em algumas ocorrências, a sépala superior é enlarguecida de tal forma que mais parece uma pétala. Em outros casos, as sépalas inferiores estão unidas e enlarguecidas à semelhança de um labelo. foto 16
Cattleya
labiata Lindley forma Trilabelliae
– essas flores apresentam alterações profundas em suas peças florais, de
forma que as pétalas mais parecem labelos, no colorido e forma,
daí o nome trilabeloides.
Conhecidas em Botânica pela denominação pelóricas, são
de grande
beleza, tamanho,
sendo muito
procuradas pelos
colecionadores. foto
17 Por sua beleza e variedade de formas e cores, a Cattleya labiata tornou-se, nos círculos leigos, sinônimo de orquídea. Muito utilizadas na formação de híbridos artificiais, representam componente quase que obrigatório nos cruzamentos de plantas, na busca da flor perfeita. Embora não muito apreciada pelos "puristas" a ciência ( ou arte ) da hibridização de orquídeas é um desafio que necessita de muito conhecimento de Botânica, Genética, Orquidologia, Orquidofilia e, acima de tudo, muita paciência. Entre os cultivadores, que apreciam híbridos, um novo cruzamento com um Phalaenopsis, Vanda ou outro gênero, é sempre o maior suceeso e pode alcançar preços altíssimos, devido à procura; cinco anos depois, a procura diminui, os preços caem, ninguém lembra mais deles, saem de moda. Com híbridos de Cattleyas, entretanto, a procura permanece mesmo depois de vários anos. Na hibridização de orquídeas envolvendo gêneros afins, utiliza-se denominações próprias como Laeliocattleya ( Lc. = cruzamento de uma Laelia e uma Cattleya ), Brassocattleya ( Bc.= Brassavola e Cattleya ), Sophrocattleya ( Sc.= Sophronitis e Cattleya), Brassolaeliocattleya ( Blc.= Brassavola, Laelia e Cattleya ) ou ainda Potinara ( Brassavola, Sophronitis, Laelia e Cattleya) que foi adotado como forma de se evitar um nome por demais longo e não prático do tipo "Brassosophrolaeliocattleya".
Lc. José Dias Castro ( Magnífica) que é um cruzamento de uma Cattleya labiata escura com a Lc. Sam W. Soysa. Este híbrido foi obtido pela Florália e na opinião de seu hibridizador , o famoso e saudoso Rolf Altenburg, é a obra-prima da empresa. foto 18
Lc. Sonia Altenburg que é um dos mais famosos híbridos produzido pela Florália, foi obtido a partir de outro híbrido famoso, a Cattleya Enid Butterfly, uma alba pura. efoto 19
Potinara Susan Fender " cinnamonstick" que é um cruzamento da Potinara Caesar's head com a Laeliocattleya Mary Helen Carter. Esse híbrido foi obtido pela Fender's Flora Inc., no final dos anos 80 e primariamente envolve os quatro gêneros Cattleya, Laelia, Sophronitis e Brassavola, sendo por isso denominada Potinara. foto 20
Bc. Pastoral "Innocense", outro superbo híbrido da Florária registrado em 1961, envolve primariamente a Cattleya labiata alba e Brassavola digbyana, em uma série de cruzamentos que teve início em 1894 e que culminou com a obtenção da planta pai ( Cattleya Déesse em 1947). Em outra série de cruzamentos iniciados em 1906, obteve-se a Cattleya Mademoiselle Louise Pauwels ( 1931 ) que seria a planta mãe daquela que se tornaria uma lenda entre os orquidófilos. foto 21
Enquanto as espécies botânicas apresentam sua beleza selvagem, no estado puro em que o Criador as fez, os híbridos naturais demonstram o feliz acidente da polinização efetuada pela natureza, nas idas e vindas dos insetos e pássaros polinizadores ou na loteria das correntes de ar. Os híbridos artificiais, entretanto, são fruto da persistência e, podemos dizer, arrogância do homem, em sua tentativa de "melhorar" a NATUREZA, brincando ele mesmo de criador ou inseto. Muitos híbridos são realmente belos. Pois como me ensinou o saudoso Sr. Camilo Brito ( orquidófilo recifense e um dos fundadores da ASSOPE ) são nos híbridos que as orquídeas demonstram o melhor de si. As Cattleyas labiatas não decepcionam em nos mostrar o melhor que têm em beleza, forma, cores, perfume e gentil delicadeza.
Recife, Dezembro de 2004
J.R. Araújo e-mail - zecaro108@yahoo.com.br _________________________________ Créditos: Fotos 1, 2 - fotos e plantas do orquidófilo Ângelo Lo Ré do Orquidário Lo Ré em Serra Negra, SP. Fotos 19, 21 - fotos e plantas do orquidófilo Vinícios Brito do Orquidário Orvin, em Penedo, Alagoas. Foto 20 - foto e planta de Bill Fender da Fender's Flora Inc. - Florida, USA Todas as outras Fotos foram obtidas por L. C. Menezes, publicadas em seu livro Cattleya labiata autumnalis. Bibliografia: Lou. C. Menezes, Cattleya labiata autumnalis - Edições IBAMA, Brasília, 2002. Augusto Ruschi, Orquídeas do Estado do Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1986. Anne Orphelia T. Dowden, Look at a Flower - Thomas Y. Crowell Company, New York, 1963. Ricardo Cruz, informações sobre a hereditariedade da Bc. Patoral "inocense" que foram repassadas na lista de Orquideas do Yahoo Grupos - Macaé / RJ, 10/ 04/ 2002
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