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foto 1 - Cattleya labiata autumnalis Lindley |
As
Orquidáceas constituem
a terceira
maior família de plantas
em nosso planeta, apenas
superadas pelas Asteraceae ou
Compositeas ( margaridas, girassóis, camomila
etc.
) e as Poaceae
ou Gramíneas ( cana, bambu,
arroz, trigo, capins
etc ). Tecnicamente o
nome orquidácea
refere-se às
plantas enquanto
orquídeas às
flores. Têm
pouca expressão
econômica exceto
como flores
ornamentais. Mesmo
assim destacam-se
as Vanilas
que contribuem
para a indústria de
baunilha, e
alguns tipos
de Paphiopediluns
usados na
indústria farmacêutica. Entretanto, consideradas
as mais
belas flores, existe um
grande mercado internacional de orquidáceas
e seu
cultivo é
considerado o hobby
de maior movimentação econômica
no mundo.
Para
se ter
uma idéia
da importância botânica
das orquidáceas, existem cerca de 3.500 gêneros
e mais de 30.000
espécies, fora
os híbridos artificiais que
somam mais de 65.000 registrados e
que podem alcançar
preços muito
elevados.
No
Século 19
havia uma
verdadeira corrida entre os comerciantes de flores e plantas europeus em busca
das novidades do novo mundo
com sua flora exótica e de
colorido exuberante. Evidentemente
as orquídeas eram o centro das atenções.
Em 1821
John Lindley
descreveu as
Cattleyas labiatas,
nomeando-as cattleya em
homenagem a William Cattley, rico
comerciante e
colecionador de plantas
e labiata ( lábio grande ) devido ao
tamanho de
seu labelo. Após
intenso sucesso,
as cattleyas
ficaram meio
esquecidas até
1889 quando
foram redescobertas,
ressurgindo o interesse comercial
por essas
plantas de
belíssimas flores.
As
orquidáceas podem
ser:
Epífitas
– que se utilizam de árvores como sustentação, tendo raízes aéreas.
Diferentemente do
que se
pensa, as
orquídáceas não
são parasitas. Elas
apenas se
utilizam dos
troncos e
galhos das
árvores ou
arvoredos, em
nada os
prejudicando;
Rupícolas
– que ocorrem
em habitats rochosos, em
altitudes elevadas;
Terrestres
– em sua
grande maioria
nas regiões
de clima
temperado;
Saprófitas – que vicejam entre os detritos vegetais e deles se alimentam.
As
peculiaridades morfológicas, fisiológicas e genéticas inerentes dessa
família de plantas estimula a pesquisa de tal forma que a Orquidologia,
atualmente, é um dos ramos mais populares e dinâmicos da Botânica. O
estudo organográfico ou estrutural
das orquidáceas
é muito
importante para
que se
possa entender
os elementos
das plantas,
os órgãos
e seus funcionamentos. Assim temos:
Órgãos Vegetativos – que compreendem raíz, rizoma, caule e folhas;
Órgãos
reprodutores – formados pelas flores, sementes
e frutos.
Estudaremos,
entretanto, apenas
as flores
que são
de suma
importância para
a classificação das
orquidáceas e
objeto deste
artigo.
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Em
geral as
orquídeas apresentam
3 sépalas
( que formam o cálice ) e
três pétalas ( que formam a
corola ). Uma das pétalas
tem aspecto
diferenciado e
é chamada
de labelo.
O que
caracteriza as
orquídeas como família é
o fato de
que o
órgão reprodutor
masculino ( estame ) e
o feminino ( pistilo )
estarem agrupados
numa estrutura
chamada girostêmio,
girândio ou
coluna. Os pólens são agrupados
numa massa cerosa, pegajosa ou elástica, chamada políneas. Assim, todas as plantas com essas
características foram agrupadas na família das orquidáceas.
Em
Biologia os seres vivos são
classificados em Reinos, Divisão, Classe, Ordem, Família, Gênero
e Espécie. A
classificação científica
da Cattleya
labiata é
a seguinte:
Reino
– Vegetabile;
Divisão – Angiospermae;
Classe – Monocotyledonae;
Ordem – Orchidales;
Família – Orchidaceae;
Gênero – Cattleya;
Espécie – Labiata.
Em Botânica é conhecida como Cattleya labiata autumnalis Lindley. Ocorre nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba e Pernambuco, em áreas de vegetação tão distintas quanto a Zona da Mata, Zona do Agreste e Sertão, em altitudes que variam de 500 a 1000 metros, com alta umidade e em habitats conhecidos como Brejo de Altitude.
Apesar da Botânica classificar as plantas em até gênero e espécie, os cultivadores ou horticultores vão um pouco além e utilizam as variedades ou raças como referência às características e nuances nas formas, cores e texturas, que são exteriorizações do patrimônio genético próprio de cada planta individual. Desse modo, a Cattleya labiata pode apresentar uma variedade de cores e tonalidades, o que aumenta ainda mais a paixão dos cultivadores pela espécie. As plantas cujas características sejam mais comumente encontradas são denominadas tipum ou tipo, ou, mais precisamente, a que serviu de paradigma para a descrição feita pelo botânico que primeiramente a descobriu e/ ou descreveu.
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