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DESCONSTRUINDO SONHOS E REFAZENDO FANTASIAS Paulo Barros
De tanto repassar os descaminhos, vi-me inteiro em torno dos ideais que construí desconstruindo sonhos que se perderam nas ilusões de uma vida vã.
No percalço em que me encontro, paro e reflito que melhor seria se o tempo morto estivesse. Cansar-me-ia menos ver você partir e entregar-me aos desprazeres da saudade de uma mórbida lembrança de tempos não vividos
As fantasias foram deixadas aos portos em que não pude desembarcar; convites foram apresentados, mas o cordeiro não tinha a mesma sina do pastor; fosse por medo do poder do cajado, fosse pela dor abstrata que teimava construir em sua filosofal fantasia.
Vagarei; porém perto de ti estarei. As porteiras serão abertas, vastos campos apresentar-se-ão, voarei tão rápido quanto o vento a desmanchar nuvens, pelo menos assim percebe-se produtivo no imaginário dos sonhadores (novos cenários, imagens, atores e fantasias).
Assim, viverá o poeta com os sonhos, lembranças e brincadeiras com as palavras, mas amando e desamando. Deslanchando-se, por fim, nas ondas fantasiosas da plenitude do ser ideal.
_______________________________________ Paulo Barros Formado em Administração na UFPE e-mail: paulo.rrcsb@globo.com
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