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Plantas : os Segredos e o Sagrado ( Parte I )
J. R. Araújo Como
sociedade, achamos
mais conveniente
atribuir consciência
aos humanos, apenas. Entretanto,
alguns de nós
procuramos atribuir
um “certo grau” de inteligência
somente àqueles
animais próximos, que são objeto
de nossos
apegos. Mas,
a grosso
modo, somos
insensíveis às
diferentes formas
de vida
que expressam
sentimentos, inteligência,
etc. Como
uma sociedade
“tecnologizada” rotulamos toda
natureza não-humana
como “Recursos” cuja
validade depende
tão somente
da contribuição
que possa
destinar ao
nosso bem-estar. A
justificativa moral para
a exploração
em larga
escala, mesmo
a devastação
irracional que
produzimos para
a satisfação
de nossos
caprichos, baseia-se
no argumento
de que
o mundo
e as
outras formas
de vida
nada sentem. Qualquer
reconhecimento da capacidade
de sentir
e pensar
das plantas
e de
outras formas
de vida,
certamente nos
levará a
uma vida
mais compassiva
ao lidar
com elas,
ao tocá-las
ou mesmo
tê-las sob
nossos cuidados,
num sentimento
de respeito,
troca e
harmonia. Quando
tornarmo-nos conscientes
da dor
e do medo
que as
plantas sentem,
toda colheita
será focalizada
na oração
em gratidão,
toda preparação
do alimento
será um
sacro-ofício e toda
mordida, uma
comunhão com
as energias
divinas que
nos mantêm
atados, uns
aos outros,
numa interdependência de servidos
e servidores. Este
artigo
tem o objetivo modesto
de nos
fazer pensar
um pouco
mais sobre
isso.
Muito se
tem falado do Universo como uma ilimitada manifestação de Energia.
Fala-se do Universo como uma grande Mente. Outros, ainda, definem este mundo
como uma mistura fenomenal de Mente e Energia. Ilimitados ! Este parece
ser o fato. O Universo,
um fluxo
interminável de energia, demonstra que seus processos
são inteligentes.
Sempre
! Energia
é um
conceito cujo
atributo principal é a
eternidade. Não pode ser
criada nem
destruída, apenas
transformada.. Os Upanishads, antigos textos sagrados, declaram
que a Energia é
uma
só,
embora possa
ser desdobrada
em três
categorias elementares.
Uma de
ordem superior
(mais abrangente), também
chamada espiritual,
outra de
ordem inferior
(um pouco mais
limitada) que constitui a
estrutura do
que chamamos mundo material e
a terceira
denominada energia marginal.
As almas espirituais (que têm
como principal atributo a consciência) são unidades indivisíveis da energia
marginal, pois podem
estar ora
em contato
com a
energia espiritual, quando
em estado de consciência pura, ou
podem estar em contato com a
energia inferior, quando perdem a pureza original. Os corpos que as revestem ( e tudo
que nesse mundo existe, por exemplo) são de natureza inferior,
por sua
comprovada impermanência
ou incessante mutabilidade. As estrelas são as fontes primárias de “geração” de toda a energia deste mundo fenomenal vejamos como isso ocorre. O
processo de
fusão nuclear
é o
que acontece dentro das estrelas. Ao
converterem matéria em energia, pela fusão
dos núcleos dos
átomos, as estrelas produzem uma
incalculável quantidade de energia que
é liberada na
forma de
radiação eletromagnética
em diferentes
freqüências, desde
ondas no
espectro visível
(luz) ou invisível (
infra-vermelhos, raios X, raios ultra-violetas, gama etc.).
O processo acontece assim:
de início,
núcleos de Hidrogênio
se fundem
formando Hélio e liberam
uma grande quantidade
de energia. Depois,
em um segundo estágio (quando todo Hidrogênio disponível
foi
transformado em Hélio),
pela fusão dos átomos de Helio, formam-se
átomos de Carbono
e Oxigênio, e
pela fusão
destes formando
elementos mais
pesados (todos os demais
elementos químicos) e
sempre liberando
energia, até
que a estrela complete
seu próprio
ciclo e, dependendo de seu
tamanho (na verdade sua massa) ela
poderá explodir,
injetando grandes
quantidades de
todos esses
elementos produzidos
em
seu interior para
o espaço,
onde formarão
a base da vida. Assim,
a partir
da matéria (núcleo dos átomos),
as estrelas
produzem incalculáveis quantidades de
energia. Energia e matéria são aspectos
da mesma realidade . . .
. . . . . E=mc2 O
interessante é que
as plantas fazem
exatamente
o contrário; elas transformam a
energia proveniente
de uma
estrela (nosso Sol) em
matéria
pelo processo da
fotossíntese. As
Plantas não
participam apenas
dos processos
transformadores em
escala planetária.
Sua importância
transcende os
limites do
planeta mais
que possamos
imaginar. . . Tomemos
como exemplo
o microfone
e o alto-falante: o
primeiro transforma sons em corrente elétrica,
enquanto o
segundo transforma
corrente elétrica
novamente em
sons. Assim,
existe uma
cumplicidade universal
entre as
plantas e
as estrelas cuja
meta é
a viabilização da
Vida e
nesta cumplicidade, uma
é o
exato reverso
operacional da
outra !. Na
verdade estrelas
são portais
puntiformes, difusores
de energia.
Uma planta
transforma energia
em matéria,
sendo , pois, um
portal materializador.
Há uma
simetria intrigante
e mais verdade que
poesia em
se dizer que
uma estrela
é uma
planta e
uma planta
é uma
estrela !
Além
das energias grosseiras (matéria orgânica, inorgânica, calor, eletricidade, etc,),
existem as energias mais sutis que participam dos processos corpóreos e mentais
e que auxiliam as entidades viventes
na manutenção do corpo. Normalmente
não podem ser percebidas com os sentidos embotados destituídos de
sensibilidade. São conhecidas por vários
nomes em diferentes culturas ao longo dos tempos
e recebem várias denominações, tais como Prana, Força Vital, Chi,
Orgônio, Nana, Energia Cósmica etc. O
desenvolvimento da capacidade de visualizar
ou sentir essas energias
permite-nos adentrar em um mundo fascinante, o mundo das sutilezas e seus
atores, participes e coadjuvantes. Um
mundo de troca e harmonia, onde as plantas participam de forma ativa.
Devemos,
pois, entender
que as
plantas desenvolvem
uma estreita
ligação conosco.
Podemos nos
beneficiar muitíssimo desta
ligação, não
em um sentido
exploratório, mas numa
relação de
troca. Ao
interagir amorosamente
com suas
plantas, elas
também passarão a,
de certo
modo, proteger
a pessoa
amada de
uma forma mais
sutil e
poderosa que
possamos imaginar.
O problema é que
estamos sempre,
demasiadamente ocupados em
nós mesmos, ou
em atividades
que envolvem
nossos sentidos
e mente
em um
nível por
demais grosseiro.
Não podemos, assim, assimilar
os “conselhos”
ou avisos
que nossas
bem-querentes nos direcionam.
Para
que estejamos
sintonizados com
as plantas,
é suficiente que
desenvolvamos a nossa
sensibilidade ou a
arte da
sutileza. Deste
modo estaremos
pré-dispostos a captar
e entender
a comunicação
delas. 1º
Escolha
um dia
tranqüilo. Sente-se
de
forma confortável
diante de
uma plantinha sua.
Se
possível em alguma
posição da
Hatha-yoga, sem pressa. Inspire
sem encher
muito os
pulmões (conte até
4), Retenha (conte
até 4). Expire
(conte até 8). . . mantenha os
pulmões vazios (novamente
conte até
4). Recomeçando o
ciclo. . . . . . . Relaxe . . . . . Relaxe . . . . Relaxe . . . . \ OOOooommmmmmmm............... 2º Assegure à planta, sua disposição amorosa para com ela . Sinta-a. Entre em harmonia com ela, estando em um estado profundo de relaxamento, o que segue
varia muito,
de pessoa
a pessoa. Alguns se sentem sugados para dentro da planta e têm a percepção nítida de todos os seus sistemas fisiológicos; folhas, caules, seiva, raízes, células; sentem o pulsar da seiva, a amplitude da superfície das folhas, a total consciência do ambiente externo numa sensação de paz, um sentimento profundo e incomumente agradável. Um sentimento desprovido de razão ou julgamentos, embora pleno de sensações e compreensão da atividade a ser cumprida, dentro de um plano cósmico, não-obrigatório, mas impregnado da mais legitima alegria em sua execução. Outros,
em sua
grande maioria,
sentirão uma
sensação agradável,
intima, todavia
com menos
intensidade. Com a prática e no curso do tempo, essa interação proporcionará percepções e emoções mútuas que complementam-se numa simbiose psíquica cada vez mais constante e natural. A partir daí, você pode tomar conta de sua plantinha, sabendo que ela lhe inspirará sempre, o melhor caminho a ser seguido. Mas
cuidado ! Não
a sobrecarregue
com os
problemas diários,
causados por
sua inabilidade
e unicamente
devidos a
você a
resolução adequada,
por uma
questão de
dever e
para seu
próprio crescimento
!. O
místico alemão,
Jacob Boehme, no século
XVI, podia
entrar em
perfeita harmonia
com uma
planta por
um simples ato
de vontade,
ver seu
interior, fundir-se a
ela e
partilhar de suas ambições mais simples. A
todos falava
da capacidade extraordinária
das plantas
e na
experiência maravilhosa
que freqüentemente tinha ao “entrar”
nas
plantas e
perceber o
íntimo que
elas lhe
revelavam.
Também
é
conhecido o
hábito de
ir a uma floresta,
abraçar uma
árvore para
trocas ou
renovação de
energias. Os
xamãs e
os povos
da floresta
sabem disso.........
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