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               Plantas: os segredos e o sagrado ( Parte II )

 

Um pouco de história                              

No século XVIII, Carl von Linné, o  pai  da  Botânica  Moderna,  afirmou  que  a  planta  difere  de  animais  e  humanos  apenas  por  sua  incapacidade  de  mover-se.   

Dr. Gustav Theodor Fechner, que  era  médico,  físico  e  professor  alemão,  foi  tido  como  um  louco  por  muitos  em  1848,  quando  sugeriu  que  as  pessoas  deveriam  falar  com  as  plantas  para  ajudá-las  a  crescer  e  produzir  flores  e  frutos  mais  belos  e  saborosos.  Em  seu  livro  “Nana,  a  Força  Viva  das  Plantas”,  ele  ousou  dizer  que  as  plantas  eram  semelhantes  aos  seres  humanos,  tinham  um  sistema  nervoso  central  e  possuíam  emoções  e  sentimentos.  Indagava  com  freqüência, “ Além das almas que se atropelam e berram e se devoram, não há de haver almas que desabrocham serenas e exalam perfume e saciam com o orvalho sua sede  e com o brotamento seus impulsos ?”.   

Trinta  e  quatro  anos  depois,  Charles  Darwin,  o  famoso  naturalista  inglês,  escreveu  “O  Poder  do  Movimento  nas  Plantas”,  onde  compara  as  características  dos  primatas   com  as  das  plantas. Para  Darwin, as  plantas  são  dotadas  de  uma  capacidade  incomum  de  movimento  e  somente  a  demonstram  diante  de  uma  real  necessidade.   

No  inicio  do século  XX,  o  biólogo  vienense, Raoul Francé  declarava  que  as  plantas  movem-se  com  capacidade, liberdade e graça semelhante aos bichos ou aos humanos.  Isso  viria  a  chocar  os  naturalistas  da  época.  

Rudolf  Steiner, o famoso agrônomo e místico alemão  criador  da  Sociedade Antroposófica,  estudou  as plantas  em  detalhe  e  desenvolveu  um  método  de  processar  matéria  orgânica  em  combinação   com  as  forças  cósmicas  e  aplicando  o  produto resultante  em  doses homeopáticas  nas  plantações.  Foi  um  ardente  defensor  da  agricultura  orgânica.  Para  ele, não apenas  as  plantas  mas  também  o  solo  eram  organismos vivos.

Na década de 60,  uma  descoberta  fantástica  aconteceu  de  forma  inteiramente  inesperada.  Cleve Backster,  um  famoso  perito  em  polígrafos  (aparelhos  para  detecção  de  mentira),  conectou  os  eletrodos  de  sua  máquina  nas  folhas  de  uma  Dracena massageana.   A planta,  para espanto  de Backster,  demonstrou  uma  reação  semelhante à  de um  ser  humano  submetido  a  uma  situação  de  estresse  emocional.   Teria  a  planta  tido  uma  reação  emocional  ou  fora  tudo  apenas  uma  resposta  fisiológica  à  passagem  de  uma  corrente  elétrica  através  da  folha ?     Bom,  para  descobrir,  Backster  teria  que  causar  uma  situação  de  ameaça  à  planta  e  verificar  se  haveria  alguma  mudança  significativa  no  gráfico  de  respostas.   Ele  pensou  em  queimar  as  folhas.  Nesse  exato  momento,  a  agulha  do  aparelho  deu  um  salto !  Como  poderia  ter  acontecido  quando  ele  apenas  pensou  em  fazê-lo ???  ! ! !  

Backster  era  um  profissional  experiente,  afinal  ministrava  cursos  para  policiais  e  peritos  do  mundo  inteiro,  mas  . . .  Como  isso  teria  acontecido  ?  Ele  então  concebeu  uma  ameaça  maior. Pensou  em  apanhar  os  fósforos  e  realmente  queimar  a  planta.  Novamente  a  agulha  deu  um  salto  dramático  !  Estava  evidente,  sem  sombra  de  duvidas,  que  as  plantas  pensam  e,  de  alguma  forma,  podiam  ler  seus  pensamentos

Após  essa  descoberta  inicial,  muitos  outros  experimentos  foram  conduzidos  com  resultados  surpreendentes  e  puderam  ser  repetidos  por  outros  experimentadores  (agora  intrigados  cientistas)  e  os  resultados  plenamente   verificados.  A  descoberta  passou  a  ser  conhecida  como  “Efeito  Bakster”

Alguns  destes  experimentos

A  um  jornalista  foi  feita  uma  série  de  perguntas  às  quais  ele  deveria  mentir  nas  respostas de   algumas.  As plantas  conectadas  aos  eletrodos  e  diante  do  jornalista  puderam  fazer  oscilar  abruptamente  a  agulha  do  mostrador,  quando  ele  mentia.  O  mesmo  experimento  foi  repetido  diante  de  um  psicólogo  incrédulo  que  rira  das  afirmações  de  Backster.  Diante  dos  resultados,  teve  que  admitir  seu  erro  e  julgamento  precipitado.     

Foi  feito  um  experimento  para  saber  se  as  plantas  eram  sensíveis  também  à  destruição  ou  ameaça  à  outras  formas  de  vida.   Foi  construída  uma  máquina  que  deveria   matar  alguns  camarões  sem  intervenção  humana  e  de  forma  inteiramente  automatizada  numa  determinada  sala.  Em  várias  outras  salas  foram  colocadas  plantas  conectadas  a  polígrafos  muito  sensíveis.  Como  fator  de  controle  e  para  detectar  qualquer  influencia  ambiental  ou  possíveis  variações  aleatórias  na  leitura  dos  poligrafos,  alguns  desses  aparelhos  foram  ligados,  medindo  corrente elétrica  sem  estarem  conectados  a  qualquer  planta.  Os  cientistas  deixaram  o  laboratório  e  retornaram  algum  tempo  depois  para  checarem  os  resultados.  Ninguém  sabia  exatamente  quando  a  máquina  iria  aniquilar  os  camarões.  No exato  momento  em  que  os  camarões  foram  mortos,  TODAS  as  plantas  tiveram  variações  violentas  no  gráfico  de  seus  respectivos  aparelhos, muito embora estivessem em salas separadas da sala onde os animais foram mortos.   

Em outra ocasião,  foi  pedido  a  um  grupo  de  estudantes  que  entrassem  em  determinada  sala,  permanecessem  por  alguns  minutos  e  saíssem.   Apenas  um,  sem  que  ninguém  soubesse  (nem  mesmo os cientistas),  foi  pedido  que  arrancasse  uma  folha  de  uma  planta  na  sala.  Mais  tarde  os  alunos  retornaram  um  a  um  e  quando  o  agressor  entrou  na  sala,  a  planta,  agora  ligada  a  um  detector,  demonstrou  sentir   grande  medo,  pois  o  gráfico  do  aparelho  apresentou  variações  significativas.  

Em  uma  universidade  da  Califórnia,  pôde-se  verificar  que  quando  uma  planta  é  atacada  por  uma  praga,  há  uma  elevação  no  nível  de  tanino  ou  outros  alcalóides  nas  demais  plantas  da  mesma  espécie,  com  o  propósito  de  evitar  a  aproximação  do  agente  agressor.  Foi  verificado  que  havia  uma  forma  de  comunicação  entre  as  plantas  o  que  permitia  às demais  reagirem, elevando a produção de tanino.  Foi  verificado, com  o  emprego  de  aparelhos  diversos, que  a  forma  de  comunicação  não  era  de  natureza  eletromagnética,  pois nenhuma  variação  eletromagnética  foi  verificada  no  ambiente  e  nem  pela  difusão  de  qualquer  produto,  substância  ou  feronômio,  vez  que  as  plantas  foram  envolvidas  com  diferentes  filmes  plásticos,  impermeáveis  aos  possíveis  produtos  ou  substâncias  químicas  que  se  queria  testar.  assim  mesmo  pôde-se  verificar que  quando uma planta era atacada por determinada praga, imediatamente as outras produziam alcalóides em quantidades suficientes para manter os agentes agressores à distância.  Esta  comunicação  acontece  com  mais  facilidade  em  plantas  e  árvores  em  florestas  nativas.  Parece  que  as  plantas  de  plantações  artificiais  perdem  um  pouco  desta  habilidade.  Verificou-se,  entretanto,  que  nas  lavouras que não recebem tratamento por agrotóxicos,  onde  a  agricultura  natural,  orgânica  é  praticada,  as  plantas  recobram  essa  capacidade.  

Em  experimentos envolvendo  sons,  as plantas responderam  positivamente  quando  em  ambientes  com  música  clássica  ou  especialmente  ragas (música sacra  indiana).  Chegavam  a  enrolar seus  galhos  nos  alto-falantes  e  demonstravam  vigor  e  crescimento  sadio.  Efeito  adverso  foi  produzido  por  música  barulhenta,  especialmente  rock; elas  moviam-se  em  sentido  oposto  aos  auto-falantes  ou definhavam  e  adoeciam. 

 

Em  1970,  um  dentista  de  Nova York,  o  Dr. George Milstein,  produziu  um  disco  com  músicas  clássicas  e  suaves  para  ajudar  as  plantas  crescerem.  Baseado em suas próprias  experiências,  ele  dizia  que  as  plantas  desenvolviam-se  melhor  num  ambiente  com  música  agradável.  Fato  este  confirmado  por  experimentos  controlados  feitos  por  vários  departamentos,  em  escolas  de  Agronomia  e  Botânica  de  algumas  universidades  americanas. 

Estes  e  vários  outros  experimentos  foram  repetidos  em  departamentos  de  diversas  universidades  americanas  e  da  Europa.  Resultados  positivos  foram  também  verificados  em  departamentos  de  universidades  soviéticas,  que  na  época  tinham  o  materialismo  e o ceticismo  como  diretriz  oficial  do  estado.  Alguns  desses  experimentos  foram  divulgados  em  órgãos  oficiais  do  PC  soviético tais como o Plavda, Nauka i Zhign  da  Academia  Soviética de Ciências e Nauka i  Reliiiya, que  tinha  como linha  editorial  o descrédito das religiões  e o estabelecimento do ateísmo oficial.  Como se vê, os  experimentos  com  as  plantas  convenceram  até   ideólogos  e  profissionais do  cepticismo.

O  Exército  e  a  Marinha  americana,  bem  como  a  KGB,  bem  que  tentaram  encaixar  a  habilidade  das  plantas  em  seus  programas  de  inteligência, mas,  pelo  menos  nesses  casos,  as  plantas  não  colaboraram  a  despeito  de  demonstrarem  suas  habilidades . . . . . . . 

 

                                                                           t o p o                      Continua Parte III