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Uma Rosa no Penhasco J. R. Araújo
Nascida na fenda de um rochedo, sob si apenas o vazio. Tolerante ao escaldante sol do dia e ao cortante frio da noite. Ninguém a lhe admirar a forma, ou seu perfume por demais sutil. De si jamais se saberia e
este era
o pior açoite. Talvez um dia alguém viesse vê-la. Um passarinho, quem
sabe uma
borboleta... que certamente a todos contariam de
seu perfume,
de sua
beleza... Ah ! Mas que tristeza a
de viver
sozinha ... não ter alguém com quem compartilhar seus sentimentos, toda sua vida, o
seu carinho,
a sua
alegria... Assim se quis fazer o seu destino ... se conformara sem mesmo entender que o Universo por demais sentia ( mesmo solitária à beira de um penhasco... ) a influência de toda sua nobreza, de
seu amor... gentil
sabedoria.
Recife, 27/01/2002
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